terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Parte 2

É história pra dah de rodo e contos longos...vou detalhando aqui de acordo como veem surgindo á mente...
A sogra!
Conheci meus sogros em 2007 no aeroporto Galeäo qdo voltava da Alemanha jah noiva do filho deles.
Meus sogros säo alemäes que vivem mais de 40 anos no Brasil, desses uns 15 passaram em Belém, mas näo foi lah que conheci meu marido. Quando conheci meu marido, ele morava na Alemanha, os pais no Rio e a única irmä em Belém.
Conheci minha cara metade:-) em 2005, ele foi passar férias no Rio, eu morava lá na época, fazia pós graduacäo em odontopediatria, uma amiga nossa em comum(dentista tb) me convidou á um jantar de aniversário de uma amiga dela, e lah o conheci.
Paqueramos por uma semana e foi o suficiente pra ateh 2007 ficarmos entre cartas, e.mails, telefonemas,presentinhos, correios enfim!!!Houveram outros relacionamentos mas sempre esperávamos nos reencontrar.
Ele insistia que casaríamos um dia ahahahah na época eu só achava isso engracado!
Em jan de 2007 ele foi á Belém eu jah estava de volta ao lar doce lar, trabalhando, tinha minha vida, meus amigos, carro, família, academia que amo malhar, enfim estava linda feliz e maravilhosa ahahahahah
Em maio eu vim á Alemanha e aih Deus me disse: vc subirá ao altar e se casará com ele!
Foi tudo bem assim intenso e sempre de pano de fundo meu joelhinho no chäo pedindo discernimento á Deus pra que fizesse a coisa certa na minha vida.
Naquele momento queria muito casar, jah estava com 27 anos e tinha tudo menos um grande amor.
Foi qdo eu o revi e o amor floresceu:-)
EU entrei na casa dele na época aqui na ALemanha e veio aquele sopro dentro de mim: esse lugar será seu tb!
Muito intenso, sem muito sentido, mas real e sereno.
Foi assim que em outubro daquele ano nos casamos no Rio.
Um casamento simples e cheio de verdade com eu sempre quis.
Nos conhecemos melhor deps que vim.
Superei todas as fases de adaptacäo: as milhöes de crises de choro de SAUDADE cabeluda, tive ateh pressäo baixa,näo é fácil vc reconstruir sua vida num lugar que em NADA é seu, ganhei uma sobrinha nesse meio tempo, sentia falta da minha família näo perfeita mas amante fervorosa, se ha algo qe temos entre nós é o amor!
E amor verdadeiro näo existe, é cacofonia, porque o amor jah eh a própria verdade.
Mas construia minha família e sentia que agradava á Deus meus pequenos sacrifícios.
Ser estrangeira näo é mole, seja o motivo que for.
Posso deixar de ser estrangeira de um dia por outro , basta Deus mostrar outros caminhos na nossa frente.
Por enquanto vivo meus desafios sem DRAMA nenhum e me sinto mais forte mais sábia valorizo cada coisa que tenho e minha vida é de garra.
Nunca havia limpado um vaso sanitário e foi em 2007 que o fiz aqui na Alemanha, minha mäo ainda nao caiu e nao vai cair...tinha vida de dondoca mesmo, näo tenho vergonha ou me embaraco em dizer, porque dentro de mim nunca fui fútil, sei o que é trabalho e acredito que felicidade se conquista, essa é minha maneira de buscá-la: sorrindo e batalhando!
Uma das pessoas que jurava de pé junto que eu näo ia agüentar a vida no frio, longe da família e etc...foi a sogra.
Ela nesse contexto, havia me dado apóio no noss casamento, que foi uma papelada sem fim.
Eu a conhecia menos e a via como meio neurótica mas com uma intencäo boa de ver seu filho realizando sua vontade: de casar-se com a paulista-paraense dele.
Ela visitou cada cartório do Rio, arrumou confusäo com um bocado( brincadeirinha) se informou e mil coisas....
No fim da história o luterano casou-se com a católica sem estresse NENHUM( á näo ser o que ela havia procurado)-diga-se que casamento sempre gera ansiedade ao extremo e se tratando de estrangeiros uhuhuhuhuh prefiro näo entrar no mérito senao teria que abrir outro blog ahahahah), pois foi: a igreja católica fez TODO o trâmite de cartório e legalizacäo do nosso matrimônio, a cerimônia foi linda e foram só meus amigos intímos.
Olhava pra minha sogra naquele jantar deps da cerimônia e a via triste, o semblante triste.
Eu me perguntava: será que ela é deprimida de verdade ou estah triste de verdade?
Näo foi ela que correu pra cima e pra baixo comigo resolvendo coisas, cada detalhe de vestido, de papelada, de igreja, de saläo( isso tb daria um post á parte- o Hotel Othon de Copacabana queria sugar nosso dindin vendo que ela sendo alemä, juravam que nadávamos no dindin e inflacionaram, saímos pela tangente com a super idéia DELA de fazer no restaurante do hotel- idéia excelente que funcionou super bem, barateou e tivemos um jantar delicioso entre amigos e familia). Ela ateh brincou dancando a valsa no meio saläo que tinha lá...parece que ela sonhava junto comigo esse dia e quado chegou a hora ficou com aquele semblante.
EU guardei aquilo no meu coracäo e passei á achar que ela era depremida, porque alcancou o seu desejo( eu acho neh) e estava triste.
Mas passou.
O jeito dela neurótico encomoda qualquer um, tem um riso estranho parece de boneca com gravacäo e rir de tudo, coisas sem motivos, parece riso forcado. Fora os estresses de ranger os dentes que ela tem com coisas á toa. Sempre a vi como uma pessoa complicada, mas inofensiva.
Vale dizer que fui em agosto de 2007 passar 20 dias no Rio só pra resolver as coisas do casamento. Fui com dindin no bolso e meus sogros gracas á Deus näo tiveram nenhuma dispesa comigo á näo ser taxas de papelada que ela pagava ou a minha estadia lá com comida essas coisas...meu marido aqui na Alemanha e a irmä dele jah estava morando com os pais no Rio...que confusäo neh:-)
Mas eh que ela tinha se divorciado, eu a conheci em Belém jah com malas prontas pra ir embora pro Rio morar com os pais.
Eu passei a conhecer "bem" meus sogros e me sentia super bem no apto deles....fora as neuroses da sogrona achava meu sogro um fofo lindo e era apaixonada de PAIXÄOZONA pela minha cunhada linda, a gente parecia irmäs...Rindo e horas de conversas, saímos pra tomar uma na Devassa(quem conehce?tudo de bom na Barra da Tijuca ehehhe) , peruar no shopping e tomar banho de mar(eles moram num condominio há 15 mits do mar lindo o lugar), escalar ou tentativas de escalar no päo de acucar rsrsrs
Os meses se seguiam e eu me adaptava na minha nova vida.
ENviava fotinhos de cada momento do casal de pombinhos como ela nos chamava.
Ela chegou a enviar ateh uma foto nossa do dia do meu niver juntinhos e com decoracäo virtual de flores de photo shop ao redor por email...meus sogros säo super cibernéticos.
Comprávamos as coisas e eu enviava mil fotos com nosso passo a passo de cosntrucäo do nosso lar...
Eu estava feliz de verdade, mesmo com tda SAUDADE gigante da minha família.
Me adaptei melhor que a encomenda ao frio.
COmprei cada casaco chique eheheheh
E descobri a cada dia o maridäo que Deus me deu.
Meus pais muito se alegravam com tudo.
O tempo de adaptacäo passou.
A conclusäo: a guria veio pra ficar!!!
Cenas do próximo capítulo....

2 comentários:

  1. Cele, que lindo tudo isso mas também tenho que dizer, vivendo a mesma experiência, que também acho tudo isso loucura rs. As vezes me pergunto: o que eu tava pensando??? (no momento em que me decidi vir pra cá).
    Não sou totalmente infeliz aqui mas não tiro da cabeça por um minuto sequer minha família, meus amigos e a vida (maravilhosa) que eu tinha no BR.
    Quero mto voltar, mas agora ainda não é o momento.
    Continue o blog, estarei aqui pra opinar e dar palpites :)
    Bjocas

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  2. Obrigada Gí, um dos motivos deu te chamar é por vc estah numa situacäo como a minha, brasileira jovem:-) VALEU neh rsrsrsrs e estrangeira...só deu estah escrevendo aqui jah vai clareando as idéias..bjao

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